Tecnologia
Startup joseense desenvolve solução para monitoramento de pacientes vulneráveis durante pandemia global
A LuckieTech surgiu alguns anos após o engenheiro Joel de Oliveira perder seu filho para o câncer.
Por Beatriz Bevilaqua
Publicado: segunda, 06 de abril de 2020
Tecnologia - Startup joseense desenvolve solução para monitoramento de pacientes vulneráveis durante pandemia global
Crédito imagem: LuckieTech
A LuckieTech surgiu alguns anos após o engenheiro Joel de Oliveira perder seu filho para o câncer. Ele viveu a rotina do tratamento no GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer) em São José dos Campos por quase dois anos, e queria de alguma maneira ajudar outras crianças. O engenheiro então teve a ideia de desenvolver um dispositivo para monitoramento das funções vitais destes pacientes - em média a cada 2h é preciso checar a temperatura e oxigenação do paciente oncológico. Uma simples febre pode matar a criança, devido a diminuição da imunidade com a quimioterapia. 


Foto: Wagner, William e Joel
 
Os hospitais viram relevância não somente no dispositivo, mas em todo o sistema de monitoramento e inteligência artificial que ajuda no processo de diminuição da taxa de mortalidade em crianças em tratamentos de câncer. Hoje, além do engenheiro Joel de Oliveira Junior, a empresa possui outros dois sócios: o médico Wagner Marcondes, do Hospital Albert Einstein e o administrador William Sousa, presidente do grupo Kainos de inteligência artificial. 
 
Dentro do contexto atual de pandemia global, pacientes com câncer e com outras vulnerabilidades podem ser ainda mais impactados pelo COVID-19. Conversamos com Joel para entender como eles vão ajudar no monitoramento de pacientes vulneráveis neste período de pandemia global.
 
 
Beatriz: A empresa está focada neste momento em adaptar a solução para o monitoramento de pacientes com vulnerabilidades durante este período de pandemia global. Quando e onde o equipamento será utilizado? Vai começar por aqui, em São José dos Campos? 
 
Joel: O nosso wearable que é parte importante do sistema, é preparado para receber até 5 parâmetros, ele já está configurado e rodando para temperatura que é um dos fatores a serem medidos durante o Covid-19, porém para ser mais eficaz é necessário incluir o parâmetro de oxigenação do sangue, e estamos com todo o time de engenharia focados para colocar isso disponível o mais rápido possível, porém é necessário conseguirmos recursos para colocar isso rapidamente para a grande população. As cidades que estão falando conosco são Rio de Janeiro, São Paulo, em São José não houveram conversas a esse respeito.
 
Beatriz: Qual o impacto da solução em tempos de pandemia global? 
 
Joel: A solução pode por exemplo monitorar os idosos e mais vulneráveis para que sejam levados aos hospitais disponíveis assim que os parâmetros atingirem algo estipulado pelos médicos. No Brasil são 30 milhões de idosos e cerca de 20 milhões de pessoas vulneráveis ao Covid- 19 como diabéticos, cardíacos e asmáticos. Creio que podemos monitorar uma pequena parte destes nichos e colocar a disponibilidade dos aplicativos que criamos para as pessoas escolhidas.
 
Beatriz: Quais empresas serão parceiras da startup neste momento? 

Joel: Estamos falando com algumas empresas -  como é uma solução fácil de entendimento, porém complexa na prática, precisamos de parceiros nos mais diferentes níveis algumas delas são Kainos, Esgrima e empresas dos EUA e UK que se juntaram para esse projeto da Covid-19.
 
Beatriz: Quantos equipamentos poderão ser produzidos neste período? Quais tipos de apoio você precisa neste momento para escalabilidade? 
 
Joel: A capacidade produtiva depende do fornecimento de alguns componentes fornecidos por Japão e Alemanha, porém a capacidade inicial é de 10 mil unidades por semana assim que os processos estiverem certificados. A possibilidade de produção em diferentes parques industriais como Paraná, São José dos Campos, Campinas poderia nos ajudar a dobrar o triplicar essa solução.

 
Beatriz: Qual a sua mensagem para os empreendedores que estão começando uma healthtech?
 
Joel: A mensagem para o pessoal que está em startups e mais especificamente em healthtechs é que sempre se lembre do propósito que o trouxe até onde você está. O mercado é difícil no Brasil e tem pouco espaço para o erro, porém quando o teu propósito é sincero o altíssimo sempre ajuda e se aglutinam pessoas do bem junto a você.
 
 
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