Startando
Conheça a mLabs, uma das startups do Vale do Paraíba que mais cresce no Brasil
A empresa recebeu investimento de 4 milhões no ano passado e atualmente possui 131 mil perfis pagantes em mais de 20 países
Por Beatriz Bevilaqua
Publicado: quinta, 26 de março de 2020
Startando - Conheça a mLabs, uma das startups do Vale do Paraíba que mais cresce no Brasil
Você já ouviu falar na mLabs? A startup nasceu em São José dos Campos e é uma das maiores da região do Vale do Paraíba. A empresa oferece recursos para gerenciamento de redes sociais voltada para os pequenos negócios.

No ano passado a startup recebeu aporte de R$ 4 milhões da DOMO Invest, em sua primeira rodada de investimentos. O montante está sendo utilizado para ampliar o portfólio de clientes e ajudar na expansão. 
 
Fundada em agosto de 2015 pelos empreendedores Caio Rigoldi, Marcos Vongal, Rafael Kiso e William Kiso, a empresa de modelo SaaS estruturou suas atividades com recursos próprios e alcançou o breakeven 12 meses após o seu lançamento. 
 
Entrevistamos com EXCLUSIVIDADE o Rafael Kiso, co-fundador da mLabs. Confira abaixo:
 
Beatriz: Como surgiu a mLabs e quantos clientes vocês atendem atualmente? Por que escolheram como público alvo os micro e pequenos empreendedores?
 
Rafael: A mLabs nasceu com um propósito muito forte de fazer a inclusão digital dos pequenos negócios e obter resultados por meio das redes sociais. Em 2013 eu tinha a minha própria agência e todos os dias micro e pequenas empresas nos procuravam pedindo um orçamento e não podíamos atendê-los porque éramos focado nas médias e grandes - no entanto aquilo ficou na minha cabeça: “Como posso ajudar estes pequenos negócios de uma maneira assertiva?”
 
Então em 2015 lançamos o nosso produto e atendemos uma grande parcela dos pequenos negócios no mercado. Desenvolvemos uma ferramenta de gestão de redes sociais que permite a integração e a automação de diversos recursos em mídias sociais, tais como Google Meu Negócio, Facebook, Instagram, WhatsApp, Pinterest, LinkedIn, YouTube e Twitter. Hoje temos 130 mil perfis ativos espalhados por mais de 20 países. 

 
 
Beatriz: Eu soube que você chegou a ir ao Vale do Silício e muitos mentores de lá não apostaram na sua ideia. O que fez você ser teimoso e persistente?
 
Rafael: Quando a ideia surgiu, fiz uma visita ao Vale do Silício e marquei vários cafés com mentores e fundos de investimentos. Todos eles me disseram que esse nicho era muito desafiador e de alto risco. No entanto o meu argumento era o seguinte: “Se as principais startups do mundo precisam resolver os grandes problemas do mundo me parecia certo arriscar e buscar um caminho a ser resolvido”. Eles então me responderam que se eu conseguisse resolver essa “dor de mercado” neste nicho específico eu certamente obteria grandes resultados. Voltei ao Brasil e provei a minha tese. Investimos dinheiro do próprio bolso por 1 ano até chegar no break even e comprovar que o negócio era possível e escalável. 
 
Beatriz: Vocês tiveram que pivotar em algum momento? Como foi o processo?
 
Rafael: Não tivemos que pivotar o produto, mas sim a comunicação para poder achar um público que tivesse mais match com a gente, mais maturidade digital e que enxergasse o valor da nossa proposta. Hoje a maioria dos clientes da mLabs são pequenos negócios diretos 56% e o restante são divididos entre agências, profissionais de comunicação e outros players do mercado. Tivemos que aprender muito em comunicação!
 
Beatriz: Qual o maior desafio neste nicho? 
 
Rafael: Acho que o nosso maior desafio é desenvolver e evoluir o produto permanentemente para que o cliente enxergue valor permanente em nossa proposta, além de retermos mais o nosso público também. Recentemente, por exemplo, inauguramos o “Estúdio mLabs” para que o pequeno negócio consiga criar um post do 0, com design profissional, sem precisar contratar mais profissionais e sem custo adicional para ele.
 
Beatriz: Como está o crescimento de vocês no momento? Podem abrir o faturamento do ano passado?
 
Rafael: A mLabs vem crescendo bastante, triplicamos de tamanho nos últimos anos, mas por questão de contrato não podemos abrir estes números ainda.
 
Beatriz: Qual o valor total de investimento que receberam até hoje? Quando você não acha válido investimento externo?
 
Rafael: No ano passado conseguimos 4 milhões de investimento da Domo Invest. Poderíamos seguir o negócio sem este investimento, mas optamos por esse caminho principalmente pela experiência deles em negócios bem sucedidos no passado e que poderiam nos ajudar neste direcionamento de crescimento e escalada da empresa. 
 
Acho que o investimento depende muito do tipo de negócio que você tem, do objetivo da sua empresa e do seu propósito de vida. Queremos impactar globalmente e crescer de maneira escalável, ao mesmo tempo a carga de estresse também será proporcional (e você tem que estar preparado). Se você quer deixar um legado, terá que tomar grandes decisões.
 
Beatriz: Quais as perspectivas para os próximos anos? Você acha que o Brasil é um lugar favorável ao empreendedorismo?
 
Rafael: As minhas perspectivas são muito positivas porque estamos criando de fato uma transformação digital em praticamente todos os setores e além disso vivemos um momento favorável de proliferação das startups com grandes inovações no mercado. 
 
O Brasil é um país de dimensões continentais e isso por sí só já é uma grande vantagem. Aqui sempre será um mercado muito grande para qualquer player e qualquer empresa que deseja ser global hoje dentro do ecossistema de inovação. Além disso inúmeros unicórnios estão surgindo no país, o que comprova que estamos no caminho certo.
 
Beatriz: Que dica daria para quem quer empreender e não sabe por onde começar?

Rafael: Empreender não é pra qualquer um (em definitivo). Acho que o primeiro passo é conversar com empreendedores e entender o nicho que você pretende entrar e a realidade dos fatos. A ideia pela ideia todo mundo tem, o que diferencia no resultado é a execução e a capacidade do empreendedor de reter clientes, ir atrás do dinheiro, fazer plano de negócio, entender o mercado, a economia, seu nicho e ter bastante resiliência. 

A pessoa pode também buscar alguns cursos específicos pelo Sebrae e também pela Startse ou fazer algum tipo de programa de aceleração básico. Além disso é muito importante validar o seu modelo de negócio com o público e não com a sua família - um erro bastante comum hoje em dia. 

Conheça a mLabs:
Link Instagram: Link
Link Facebook: Link

Curtiu?



Veja mais notícias da mesma categoria: Startando

Por Beatriz Bevilaqua
Publicado em: quinta, 26 de março de 2020
Junte-se aos empreendedores da região
Receba todas as notícias em primeira mão!
tags relacionadas
Nenhuma tag
quem viu este artigo também viu ...
apoiadores

Junte-se aos empreendedores da região
Receba todas as notícias em primeira mão!